Big City Love III

Cada hora em que não te escrevo é uma vitória. A cada meu piscar de olhos e uma nova hora no relógio suspiro de alívio por não te ter escrito. A cada hora eterna que se divide em conjuntos de 15 minutos quando estou ocupada e de 5 em 5 quando o maldito ecrã do… Continue reading Big City Love III

Occhi neri di tempesta

Occhi neri di tempesta. Guardandoli vedo le nuvole che si avvicinano e creano una barriera scura, densa e fredda. L’elettricità pericolosa nel tuo cuore pulsante si scatena ad ogni tuono, in sintonia con il tuo respiro. Guardo le acque calme di un lago, stagnanti e scure che mi ipnotizzano. Riflettono le nuvole che si fanno… Continue reading Occhi neri di tempesta

Ballare sotto la pioggia

Eccoti. Bloccato sul raccordo perché sei rimasto a letto quei dieci minuti in più. La sveglia l’hai sentita, avevi gli occhi aperti che sognavano svegli. Sognavano quello che è stato e quello che potrebbe essere, ignorando il presente trascurato da te.  Bravo. Ti sei concesso dieci minuti di ipotesi diverse, di altre strade da percorrere, di decisioni… Continue reading Ballare sotto la pioggia

Sobrevoar o tempo

O voo ia cheio nesse final de dia. O horizonte da cabine revelava cabeças em todos os assentos. Num dos últimos, um casal de meia idade cede, educadamente, passagem a uma rapariga que viajava com um livro na mão. Essa fila, como tantas outras, albergava a sua história única. Mas esta, era uma daquelas que… Continue reading Sobrevoar o tempo

Ressaca de meio emigra

Sabes aquele primeiro dia depois do regresso? Sim, digo regresso e não chegada porque o teu destino é também o teu ponto de partida. No dia a seguir é como uma ressaca com demasiadas misturas. O teu cérebro em curto circuito. Os reflexos linguísticos mais lentos. A tua língua enrola-se sem saber quais são os… Continue reading Ressaca de meio emigra

Transbordar de saudade

“Desde sempre, a municipalidade de Lisboa colocou assentos públicos (…) dos quais se avista a linha do mar. Muitas são as pessoas que neles se sentam. Em silêncio, olham ao longe. Que estão a fazer? Estão a praticar a Saudade. Tentem imitá-las. É claro que é uma via difícil de percorrer, os efeitos não são… Continue reading Transbordar de saudade

Cabine Telefónica

Lisboa, 05:47 da manhã. Um homem fecha-se numa cabine telefónica. Do bolso do fato gasto tira umas moedas ainda em escudos. Tilintam ao cair na ranhura e a linha telefónica parte depois de um silêncio inicial. A mala que pousou no chão da cabine faz-nos pensar que vai a caminho do escritório. A mão que… Continue reading Cabine Telefónica